R. Rabêlo da Cruz, 99 - São Paulo-SP 11 2243-4450 11 2249-2326

Água de chuva e reuso de água

Saiba mais sobre Água de chuva e reuso de água

A sustentabilidade está cada vez mais em foco nos dias atuais, e com isso tem despertando cada vez mais preocupação do ser humano com o meio ambiente e a vida no planeta, com tudo isso tem surgido novas diretrizes para os processos produtivos e preocupação com bens naturais hoje disponíveis.

Dentre esses bens, um dos mais importantes é a água doce, sendo a quantidade de água doce no planeta um valor constante. A preocupação com essa situação leva a necessidade de se usar a água de modo mais racional, buscando métodos que visam aumentar à eficiência no seu uso.

Esses métodos podem ser a conscientização quanto à forma de uso dos recursos naturais, ou melhorias técnicas nas instalações relativas à produção e distribuição da água e na implantação de sistemas de alta eficiência no tratamento de água.

Temos nos últimos anos nos deparado com o estresse hídrico em algumas regiões do Brasil de do mundo, e nos anos de 2013 a 2016 a região metropolitana de São Paulo sofreu um período de secas que causou uma enorme preocupação da população e dos órgãos governamentais, gerando racionamento e falta de água para a população, mas que ao mesmo tempo despertou uma nova consciência e a necessidade de utilizar o recurso de forma racional e também a importância de buscar soluções para a reutilização de águas servidas e a captação de água de chuva para uso em fins não potáveis.

A base para o desenvolvimento racional de qualquer empresa, condomínio ou órgão público está firmada em Sustentabilidade, Redução do consumo de água e Reuso de água, dentre outras medidas também de muita importância.

A ACQUACONTROLL alinhada com essas necessidades pode assessorar seus clientes, projetando sistemas que permitam o melhor reaproveitamento de seus efluentes, seja em ciclos fechados, seja no aproveitamento do efluente de um processo para utilização em outra parte da empresa, ou minimizando desperdícios e perdas. Uma outra forma muito inteligente e simples de reduzir a pressão por água potável e a utilização de água de chuva ou o reuso de aguas pluviais e águas cinzas, em condomínios, empresas, e órgãos públicos.

Em uma residência padrão, a água de chuva pode substituir a água tratada (e potável) da rede pública em diversas aplicações, tais como vasos sanitários, máquinas de lavar, irrigação de jardins, lavagens de carro, limpeza de pisos e piscinas, representando em média 50% do consumo físico, como indica o infográfico abaixo:

O uso de água para fins não potáveis em estabelecimentos comercias como escolas, prédios públicos e mesmo em indústrias — onde pode ser utilizada em torres de resfriamento e processo produtivo — pode responder por mais de 50% do consumo.

Tratamento de Água e Potabilização de Poços Artesianos

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2015), 83,3% da população brasileira era atendida pelos sistemas públicos de abastecimento de água tratada. No entanto, mais de 35 milhões de pessoas não tinham acesso água tratada por estes sistemas públicos.

Quando não há abastecimento público de água tratada, são necessárias soluções individuais ou coletivas para pequenas populações. A alternativa mais comum utilizada é a captação de água de poço artesiano ou freático, que geralmente propicia água de boa qualidade. Porém em muitos casos, há fontes de poluição próximas ao lençol, como esgoto de fossas, infiltração de lixiviados de resíduos sólidos, produtos químicos derramados no solo, óleos combustíveis e até mesmo a própria composição do solo local.Sendo assim, o Ministério da Saúde, através da Portaria de consolidação nº 5 de 2017, anexo XX, estabelece uma série de padrões para que água seja destinada ao consumo humano e não cause problemas à saúde dos consumidores.A água para consumo humano deve ser totalmente livre de coliformes fecais, para tanto, é exigido pelo Ministério da Saúde que a água passe por um processo de desinfecção, que geralmente ocorre através da cloração. Além disto, é exigido uma concentração residual de cloro no entre 0,2 e 2 mg/l para que não haja contaminação da água durante a sua distribuição. A desinfecção é importante, pois evita diversas doenças como: gastroenterite, diarreia, cólera, disenteria bacilar, febre tifoide e paratifoide, hepatite A e E, poliomielite, disenteria amebiana, entre outros.

Duas substâncias comuns em água de poço são o ferro e o manganês, presentes em certos tipos de solos. O ferro, apesar de não ser tóxico, confere sabor desagradável a água, mancha roupas e louças sanitárias, causa incrustações nas tubulações e propicia o desenvolvimento de ferrobactérias, que conferem odor e sabor desagradável a água, sua concentração máxima na água não deve passar de 0,3 mg/l.Já o manganês é o 12º elemento mais abundante da terra, é um metal que possui um papel biológico, são aproximadamente 12 mg de manganês no corpo humano, maior parte nos ossos. Todavia, o excesso de manganês no corpo humano através da ingestão de água contaminada pode afetar o sistema nervoso, causando distúrbios no comportamento e na fala, anorexia, alucinações e até mesmo manganismo, doença semelhante ao Parkinson.

Entendo os riscos que o consumo de água não potáveis representam à saúde humana, a Portaria de consolidação Nº 5 de 2017 do Ministério da Saúde exige que os sistemas de tratamento coletivos possuam um responsável técnico habilitado, e que realize o acompanhamento do tratamento. Isto pois, estes profissionais são capacitados para garantir que a qualidade da água se mantenha sempre dentro dos padrões requeridos pela legislação. Propriedades rurais, residências, condomínios, empresas diversas, restaurantes e indústrias devem ser acompanhados profissionais habilitados, bem como é necessário a necessidade de comprovação da qualidade da água junto a vigilância sanitária para condomínios, empresas, restaurantes e indústrias.

Sistema de Irrigação

O paisagismo e a Irrigação para jardins e gramados de condomínios, residências e setor público, sem dúvida é um segmento que ainda tem muito que ser desenvolvido em nosso país, porém já é nítida uma conscientização de várias regiões do valor que o paisagismo traz ao urbanismo, integração humana e turismo.

Temos visto uma crescente conscientização nas cidades em relação à reforma de praças e parques, bem como em novos condomínios residenciais, comerciais e em residências unifamiliares, e para a nossa feliz surpresa, estas obras muitas vezes contemplam também a implantação de um sistema de irrigação.Tendo em vista a constante demanda de economia de água, é crucial se ter um sistema de irrigação inteligente e eficiente para nessas áreasQuando se implanta ou se reforma uma praça e/ou parque, um condomínio ou uma residência, temos um acréscimo de qualidade de vida no local. É comum notarmos grandes mudanças nos hábitos das pessoas quando isto ocorre e áreas que onde nem se era utilizado, passa a ser um ponto de convivência e interação entre as pessoas. Belos jardins impressionam e influenciam pessoas de todas as idades.

O Brasil possui a segunda maior praça do mundo, a praça que ornamenta o Palácio dos Girassóis em Palmas – TO, ela só perde para a praça central de Pequim na China. Ambas possuem Irrigação Automática. Também no Brasil temos a honra de ter o primeiro parque público com certificação Acqua que é o similar a certificação LEED para áreas públicas cercadas. Trata-se do Parque Madureira, localizado no estado do Rio de Janeiro.Nos EUA, na Europa e regiões do Oriente Médio e em outros países, nem mesmo se cogita a implantação de um projeto paisagístico sem um sistema de irrigação automatizado, e em alguns países nem mesmo se permite a implantação de um jardim residencial sem um sistema de irrigação automatizado.

Obviamente, o paisagismo necessita de manutenção, preservação e condições de sobreviver. O elemento crucial para a manutenção da vida dos jardins e gramados é a água, e a melhor maneira de fornecê-la é através de um sistema de irrigação apropriado e bem dimensionado.Os sistemas de irrigação paisagística, concebidos sob a ótica da sustentabilidade, permitem que as áreas verdes sejam automáticas e adequadamente irrigadas, durante o período necessário, na frequência ideal, proporcionando níveis satisfatórios de umidade e a consequente manutenção dos jardins públicos por meio do uso racional e consciente da água.Geralmente, a fonte de água é a mesma água potável do abastecimento público. O que não é o ideal, pois estamos utilizando a água mais cara existente, porém muitas vezes é a única solução para viabilizar o sistema.Onde temos facilidade de obter água subterrânea, a utilização de poços é muito interessante e já vem sendo utilizado em várias cidades.

Águas servidas cinzas e aproveitamento de água de chuva é um grande exemplo do uso inteligente de água mesmo em áreas públicas. Hoje é sem dúvida a melhor forma e mais sustentável de irrigar uma área de paisagismo.Em todos os aspectos a irrigação manual não é viável economicamente e nem tecnicamente. O que observamos na prática é um enorme desperdício de água e a irrigação é realizada em horários não apropriados e demandam muito tempo de mão de obra.O sistema automatizado permite um controle preciso da rega por área, tipo de emissores e paisagismo. Por permitir irrigar em horários específicos pode-se programar a irrigação para funcionar em horários alternativos evitando vandalismo e também horários onde temos o menor consumo de água e, consequente, melhor utilização do sistema.